Glossário do “Lixo”

A palavra “lixo” vem perdendo seu significado original desde que se descobriu o potencial econômico e social presente na maioria dos resíduos produzidos diariamente nas residências, comércios e indústrias.

Inúmeras pesquisas realizadas nos últimos anos apontaram novas formas de destinação e reaproveitamento dos resíduos sólidos, atualizando os protocolos de manejo destes materiais. 

Clique aqui e descubra onde começa e onde termina a sua responsabilidade pelos resíduos gerados em sua residência ou comércio.

Foto: Lucas Van Oort por Unsplash

Foto: Lucas Van Oort por Unsplash

No Brasil, o resultado destes estudos culminou na criação da PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos, uma lei ambiental cujo objetivo é reduzir a quantidade de resíduos direcionada para aterros e lixões – Lei Federal nº 12.305/2010.

Com a criação de novas diretrizes, planos e metas para a destinação de resíduos, novos termos foram adotados para classificar e diferenciar cada tipo de “lixo” e possibilidades de gestão para cada um deles. Conhecer estas palavras torna o processo de separação de resíduos muito mais claro para quem os produz e/ou consome.

Segue em ordem alfabética:

Aterro Sanitário: Considerado uma das técnicas mais seguras e eficientes para a destinação de rejeitos, sua finalidade é garantir que os descartes não causem danos à saúde pública ou ao meio ambiente. Projetada sob critérios técnicos, a planta de um aterro sanitário prevê várias camadas de impermeabilização do solo e sistema de drenagem de gases e chorume para evitar a contaminação dos solo e dos lençóis de água subterrâneos. Além disso, sua operação envolve a cobertura frequente dos rejeitos para que não se decomponham à céu aberto. 

Chorume: também chamado de líquido percolado ou lixiviado, é o resíduo líquido formado a partir da decomposição de matéria orgânica presente no lixo O chorume pode atingir os lençóis freáticos de águas subterrâneas, poluindo esse recurso natural. A elevada carga orgânica presente no chorume faz com que ele seja extremamente poluente e danoso às regiões por ele atingidas.

Coleta Seletiva: Serviço disponibilizado pelas prefeituras para o recolhimento dos resíduos recicláveis.

Cooperativas de Reciclagem ou Usinas de Reciclagem: São locais credenciados pelas prefeituras para o recebimento dos resíduos coletados pelos caminhões. Nas cooperativas, os sacos são abertos e seu conteúdo, triado por tipo (papel, plástico, metal e vidro). Após a seleção, os recicláveis são compactados e vendidos às indústrias, que irão usar este material para a fabricação de novos produtos ou embalagens.

Foto: Lucas Van Oort por Unsplash

Foto: Lucas Van Oort por Unsplash

Descarte: Ações tomadas para armazenar e dispor os resíduos antes de sua destinação final. O simples ato de colocar o lixo em um saco, ou colocar este saco em frente à residência para que seja coletado pelo caminhão é considerado descarte. Outro exemplo de descarte é quando se encaminha produtos ou embalagens que necessitam de logística reversa para os pontos de coleta.

Destinação: É o processo de encaminhamento dos resíduos até seu destino final. Saber a destinação de cada tipo de material é essencial para fazer a seleção antes do descarte.

Lixão: É uma forma inadequada de disposição final de resíduos sólidos, que se caracteriza pela simples descarga do lixo sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública.

Logística Reversa: É a rota inversa da logística convencional, ou seja, o transporte dos produtos nas mãos dos clientes de volta para a empresa que os produziu e/ou revendeu. Quando falamos da logística reversa de resíduos, nos referimos a produtos que necessitam de um manejo específico, seja pelo seu potencial poluente ou pela sua capacidade de reutilização pelo fabricante. Atualmente, já são disponibilizados pontos de coleta de remédios, lâmpadas, pilhas, baterias, óleos automotivos, pneus, defensivos agrícolas e óleo de cozinha.

Orgânico: Tudo o que se origina de matéria orgânica (animal e vegetal), ou seja, de seres vivos. Eles vão desde restos de alimentos, papéis utilizados para os mais diversos fins (filtro de café e sachê de chá, por exemplo), cascas (ovos, frutas e legumes), folhas e caules de madeira, até os dejetos que saem do organismo de humanos e animais.

Reciclável: Todo o material que pode retornar à cadeia produtiva dando origem a novos produtos. Os principais benefícios econômicos e ambientais de reciclagem dos materiais existentes em um resíduo (plástico, papel, metal e vidro) são a economia de matérias-primas não renováveis, a economia de energia e água nos processos produtivos e o aumento da vida útil dos aterros sanitários.

Foto: Jasmin Van Sessler por Unsplash

Foto: Jasmin Van Sessler por Unsplash

Redução ou Reduzir: Como o próprio nome diz, significa diminuir a quantidade de resíduos gerados em uma residência, comércio ou indústria por meio de consumo consciente. O uso de sacolas de pano para substituir as sacolinhas plásticas do supermercado; carregar sua própria garrafinhas para evitar o consumo de copos plásticos ou embalagens descartáveis; preferir canudos reutilizáveis em detrimento dos de plástico são alguns exemplos de como reduzir o consumo de materiais que geram grande impacto no meio ambiente.

Rejeitos: Ao contrário dos resíduos, para este tipo de descarte ainda não existe nenhuma possibilidade de reaproveitamento ou reciclagem e seu destino adequado é o aterro sanitário. Alguns exemplos de rejeito são o lixo do banheiro, rótulos de embalagens, adesivos, fita crepe, resto de comida animal, fraldas e absorventes usados.

Resíduos, Resíduos Sólidos ou Resíduos Sólidos Urbanos (RSU): Vulgarmente chamados de lixo urbano, resultam da atividade doméstica e comercial das cidades. São o que sobra de determinado produto – seja sua embalagem, casca ou outras partes – que pode ser reutilizado ou reciclado, ou seja, que ainda possuem algum valor econômico, podendo ser aproveitado pelas indústrias, por cooperativas de catadores e outros atores da cadeia produtiva. Esses resíduos podem ser subdivididos em seis categorias:

  • Matéria orgânica: restos de comida que podem ser compostados;
  • Papel e papelão: caixas, embalagens, jornais e revistas;
  • Plástico: garrafas e embalagens;
  • Vidro: garrafas, copos, frascos;
  • Metais: latas;
  • Outros: roupas e eletrodomésticos, por exemplo.

Reuso ou Reusar: Diferente de “reciclar”, significa dar uma nova utilidade a um objeto evitando seu descarte. Alguns exemplos de reuso são transformar embalagens usadas em vasos, porta-lápis, ou potes de armazenamento; transformar uma peça de roupa em outra, reutilizando seu tecido, entre outros.

Foto: Bernard Hermant por Unsplash

Foto: Bernard Hermant por Unsplash

Seleção: Também chamada de “separação” ou “triagem” é o ato de separar os resíduos (orgânicos, rejeitos e recicláveis) por categoria antes de fazer o descarte.

Estes são os termos mais utilizados quando o assunto é manejo e gestão de resíduos. Se você sentiu falta de alguma palavra ligadas a este assunto, nos deixe saber comentando neste post!

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