O que é o “composto orgânico” e para que ele serve?

Você provavelmente ouviu falar da compostagem, afinal é uma prática bem popular para destinação de resíduos orgânicos. Mas, se esta é a primeira vez que você ouve o termo “composto orgânico”, vamos te ajudar a entender para que ele serve e como obtê-lo.

AGRICULTURA ORGÂNICA

O termo “agricultura orgânica” começou a ser usado em referência ao cultivo de frutas, verduras, hortaliças e outros vegetais sem o uso de produtos químicos sintéticos na década de 1940. Com sua popularização, tornou-se uma definição comum para qualquer produto rotulado como orgânico em um supermercado. Mas atenção: para serem efetivamente orgânicos, os alimentos devem ser cultivados sem o uso de pesticidas, herbicidas ou fertilizantes sintéticos, além de seguir regras de cultivo e fabricação previstas na legislação, e passar por um árduo processo de certificação.

À medida que o uso de pesticidas tornou-se mais popular na produção comercial de alimentos nas últimas décadas do século 20, e estudos sobre seus impactos negativos no meio ambiente foram mais amplamente divulgados, a demanda por produtos orgânicos começou a crescer. É possível encontrar ainda muitos produtos não indicados como orgânicos (especialmente os alimentos de “feiras livres”), já que a certificação é um processo muito longo e custoso para pequenos produtores, mas que são igualmente capazes de aderir às práticas da agricultura orgânica.

O QUE É O COMPOSTO ORGÂNICO

É uma mistura de matéria-orgânica de origem vegetal e/ou animal em decomposição, como frutas, verduras, esterco, gramíneas, folhas e flores mortas. Esta “mistura” é obtida por meio da compostagem: um processo natural pelo qual fungos, bactérias, minhocas e outros organismos realizam a decomposição da matéria orgânica, transformando-a em um adubo rico em nutrientes e de fonte natural. Quando manejado adequadamente, ele ajuda a reter a umidade no solo, tornando-o mais saudável, produtivo e resistente à erosão.

COMPOSTO X FERTILIZANTE

Se o composto fornece nutrientes ao solo e às plantas, o que o torna diferente do fertilizante?

Em um rótulo de embalagem de fertilizante normalmente encontramos três números que se referem às quantidades de nitrogênio, fósforo e potássio da sua fórmula. O fertilizante normalmente contém concentrações de nutrientes mais altas do que o composto orgânico, mas dependendo dos vegetais que você está cultivando e da condição preexistente do solo, o uso de composto pode ser suficiente, reduzindo ou até eliminando a necessidade do fertilizante.

O uso excessivo de fertilizantes pode causar degradação da qualidade do solo, prejudicar a biodiversidade local, como abelhas, pássaros e borboletas, e até mesmo contaminar fontes de água, comprometendo a sua qualidade. Além disso, o processo de fabricação de pesticidas e fertilizantes químicos gera outros impactos ambientais, como a emissão de gases do efeito estufa e poluentes. Comprar ou produzir seu próprio composto orgânico resultará em diversos ganhos ambientais e para a saúde das pessoas que irão consumir as frutas, verduras, hortaliças e outros alimentos cultivados por meio desta prática.

Crédito da foto: https://br.freepik.com/

 

COMO FAZER O SEU COMPOSTO ORGÂNICO

Um composto orgânico não pode conter pesticidas, herbicidas ou fertilizantes sintéticos. Resíduos de jardim, como flores e folhas, bem como restos de alimentos, como cascas de frutas e verduras, são uma ótima fonte de material. Estrume e produtos de origem animal são também fontes importantes de nutrientes – especialmente de nitrogênio.

Para fazer o seu composto orgânico em casa, siga os seguintes passos:

– Faça um buraco quadrado na terra, com cerca de 50 centímetros em cada lado e 30 centímetros de profundidade. Se você morar em apartamento, o ideal é comprar caixas plásticas próprias para a montagem de composteiras.

– Coloque os resíduos orgânicos em um dos “cantos” deste buraco e cubra com folhas secas ou serragem, para evitar mal cheiro. Diariamente você pode ir acrescentando mais resíduos, até preencher todo o espaço.

– Não comprima demais a mistura, pois a oxigenação é fundamental para o processo de decomposição. Caso o local fique muito exposto ao sol e ao calor, é necessário regar periodicamente para que a mistura não seque.

– A cada 15 dias, revire toda a terra e os resíduos orgânicos, para aerar o solo.

– O seu adubo estará pronto quando a “mistura” se transformar em uma terra escura e úmida.

Você também pode complementar seu composto caseiro com compostos orgânicos comprados em lojas de jardinagem, ou até conversar com seus vizinhos para fazer uma “troca” de compostos caseiros; de frutas, verduras e hortaliças; e também de boas práticas!

Se você já se arriscou a fazer seu próprio composto orgânico, compartilhe com a gente suas dicas! É só acessar o app AMA e enviar suas fotos ou vídeos.

Leia também: Conheça o Glossário do “Lixo”

 

Você pode gostar...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *